Sporting vence P. Ferreira por 3-1 na primeira jornada da Taça da Liga CTT
Na antevisão do encontro, Jorge Jesus deixava bem clara a vontade ‘leonina’ de ganhar a Taça da Liga CTT mas admitia que, tendo em conta a partida de sábado frente ao FC Porto, poderia promover algumas alterações na equipa. Pelo meio da explicação, vieram à baila dois nomes: Gelson Martins e Matheus Pereira. “Têm sido importantes no equilíbrio da equipa e terão agora mais um jogo”. O jogo veio no dia seguinte e essas peças importantes tão relevantes para o equilíbrio do conjunto ‘verde e branco’ foram os desequilibradores que partiram por completo o encontro e conduziram o Sporting a uma convincente vitória frente ao Paços de Ferreira, por 3-1, em Alvalade.
Apesar de uma tentativa clara dos pacenses ocuparem bem os espaços e condicionarem a saída de bola dos ‘leões’ logo na primeira fase de construção, a verdade é que neste Sporting não existem questões laterais e, no seguimento de um lançamento rápido com recepção e devolução de Montero a Jefferson, o lateral cruzou largo para Gelson amortecer para o disparo fatal de Aquilani fora da área com apenas oito minutos. Outros tantos minutos depois, e provando a capacidade de interpretação e leitura do corredor central do posicionamento pacense, foi Adrien a testar a meia-distância para a primeira grande intervenção de Defendi. Barnes, aproveitando um ressalto, ainda ameaçou a baliza de Marcelo, mas o jogo interior ‘verde e branco’ estava demasiado forte e, quando os visitantes subiam a linha defensiva para contrariar esse crescendo, lá surgiam os passes em profundidade nas costas como o de Matheus para André Martins, com o médio a ficar sozinho em frente a Defendi mas a atirar fraco para defesa (37’).
Tudo parecia encaminhar-se para o intervalo com uma vantagem justa do Sporting quando, num livre directo aparentemente inofensivo, Marcelo teve uma abordagem menos feliz ao remate em jeito de Christian e os ‘castores’ igualaram já nos descontos, conferindo ao resultado uma expressão que em nada reflectia o que se tinha passado.
O intervalo fez bem ao conjunto ‘leonino’, que nunca desmobilizou em termos de concentração táctica e identidade de jogo e criou logo a abrir duas boas situações por Montero (remate por cima, 46’) e André Martins (cabeceamento para nova parada de Defendi, 48’). Não foi à primeira nem à segunda, foi à terceira: desmarcação de Matheus em profundidade para Jefferson, cruzamento desviado na área e remate na passada de Gelson a recolocar o Sporting em vantagem aos 52 minutos. Christian ainda ameaçou com um disparo de longe perto da trave, mas a verdade é que a dinâmica ofensiva ‘verde e branca’ esteve sempre demasiado forte – apesar de algumas dúvidas que existiam, face às cargas intensas nos treinos da véspera –, os jogadores surgiram ‘soltinhos’ como Jorge Jesus gosta e a criação de oportunidades foi-se avolumando em catadupa com o passar dos minutos.
Paulo Oliveira, numa incursão à área contrária, cabeceou a rasar o poste aos 68 minutos e, quatro minutos depois (quando nas bancadas os cânticos já estavam até direccionados para a recepção de sábado ao FC Porto), Bryan Ruiz deu a estocada final na partida picando a bola por cima do guarda-redes pacense após nova desmarcação de ruptura de Matheus, um dos melhores em campo a par de Gelson. Estavam conjugados todos os factores para se entrar num período de desaceleração, mas aquilo a que se assistiu foi um ‘forcing’ final avassalador em busca de mais golos, que só não surgiram por mérito de Defendi (duas grandes defesas aos 86 minutos) e infelicidade de Slimani, que atirou duas vezes ao poste da baliza visitante (82’ e 90+2’). O ano civil terminou da melhor forma, com a certeza de que a equipa está preparada tão bem ou melhor para o primeiro encontro de 2016.