Michael Risley, 26 anos, tem estado em destaque na bela época realizada pela nossa equipa.
Michael Risley tem sido um dos jogadores em destaque na excelente época da equipa de rugby do Sporting. Este inglês de 26 anos, em Portugal desde 2008, mostra-se muito entusiasmado com o trabalho realizado e faz o encontro da próxima ronda, este domingo às 18h00, no Estádio Nacional, com o CR São Miguel.
“O CR São Miguel é uma das equipas de rugby mais antigas de Portugal. Demoraram alguns anos a construir o projecto que têm actualmente, mas conseguiram uma boa estabilidade e contam com muitos jogadores que já alinharam em divisões superiores”, elogia.
O atleta «leonino» avisa para “o poderio dos avançados” e ainda para o facto do CR São Miguel “ser a equipa com melhor diferença de pontos no campeonato”. Por isso, espera “um encontro muito complicado mas que vem numa altura muito boa, pois o Sporting obteve uma excelente vitória na última jornada, frente ao RC Oeiras”.
Sobre esse último encontro, Michael Risley, que já jogou no RC Oeiras, lembra que o nosso rival “é uma equipa com muita experiência e um dos grandes candidatos à subida de divisão”. Por isso, considera que “foi um grande resultado, que foi obtido graças à excelente ponta final do Sporting”.
O inglês, que profissionalmente também é colaborador do nosso Clube, explica o êxito da Associação Sporting Rugby, que segue em segundo lugar no Campeonato Nacional da II Divisão. “As pessoas podem estar surpreendidas, pois não nos vêem treinar, mas a verdade é que existe muita qualidade no nosso grupo, com uma mescla de jogadores novos e outros com alguma experiência”.
Michael elogia ainda a “grande qualidade dos treinadores Carlos Castro e Laurent Mourie, que conseguem transmitir muito bem as suas mensagens” e ainda “os capitães Noé Fraquito, Manuel Assis Teixeira e Diogo van den Toorn, que são grandes líderes”. De resto, revela que o espírito de grupo “é muito bom” e garante que a união “é total, dentro e fora de campo todos são amigos”.
No Sporting, Michael é utilizado como asa, ao contrário do que acontecia em Inglaterra, em que era pilar. “Nesta minha nova posição, há muito menos pausas, é preciso fazer muitas placagens. Tive uma lesão um pouco grave no ombro e emagreci, por isso seria muito difícil continuar a ser pilar. Mas adaptei-me, graças às ‘dicas’ do Carlos Castro e de colegas que jogam nesta posição. Estou a gostar muito de jogar a asa”, confessa.
O atleta «leonino» explica a sua paixão pelo rugby. “É o desporto mais colectivo que existe, é essencial existir uma grande amizade entre todos os jogadores. E são 80 minutos de combate em todos os jogos, o que provoca grande adrenalina”, frisa.
Adepto fanático do Liverpool, Michael Risley confessa que o Sporting foi amor à primeira vista. “Quando cheguei em 2008, tornei-me logo adepto do Clube, essencialmente porque me identifico com os adeptos, que tal como os do Liverpool, são muito fiéis e nunca abandonam a equipa”, conclui.
Texto: André Cruz Martins
Foto: César Santos